Na década final do Século XVIII, estabeleceu-se ao nascente da Serra do Machado o morador de nome Antônio José de Sousa, egresso da Fazenda Tatajuba (sertão de Quixeramobim), dando a essa nova moradia a denominação de Sítio São Gonçalo. Com o falecimento desse morador, seguido do flagelo estial de 1825, caiu em abandono o reduto.
Em anos posteriores, ocupantes diversos povoaram o reduto e criando novas situações na Serra do Machado, notadamente com relação às culturas de subsistência, surgindo dessa Segunda etapa a denominação de Belém do Machado.Evolução Política: A elevação do povoado à categoria de Distrito provém do Dec-lei nº 193, de 20 de maio de 1931.
Desmembrado do Município de origem e transferido para Quixeramobim, de acordo com o dec-Lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938, teve o seu nome simplificado para Belém. A denominação atual provém do Dec-Lei nº 1.114, de 30 de dezembro de 1943. Sua elevação à categoria de Município ocorreu por força da lei nº 1.153, de 22 de novembro de 1951, tendo sido instalado a 25 de março de 1955.
Igreja: Em suas manifestações de apoio eclesial tem-se como precedente inicial a construção de uma capela, da qual consta como responsável o morador Antônio José de Sousa e como padroeiro São Gonçalo. A Segunda capela, edificada no após ano calamitoso de 1825, tem como fundadores Antônio Alves Guerra e José Francisco de Brito, doadores do patrimônio eclesiástico cujas dimensões constam de 400 braças de terras em quadro. Os atos inaugurais dessa capela datam de 23 de dezembro de 1870, tendo como oficiante o padre Manuel Carlos da Silva Peixoto. Nesse novo período, desprezou-se o antigo padroeiro e dedicou-se o orago em honra de menino Deus.