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JARDIM/CE
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Suas origens remontam ao Século XVIII, tendo como referência o fazendeiro Bento Moreira, casado com Dna. Sebastiana de Oliveira e residente no sítio denominado Corrente de Ramalho. Além deste, havia outro colono, homem pobre e consequentemente sem identificação, ocupando o vizinho sítio Cabeça do Negro. Não existe, pelo menos em termos de registro, relação alguma entre esses dois primitivos moradores e o desenvolvimento do reduto. Sabe-se, entretanto, que a região na qual se situaria o Município Jardim sofreu considerável retardamento em sua colonização, não obstante suas condições de habitabilidade fossem bastante atraentes.

Sua localização em recanto bastante isolado ou, precisamente, no recôncavo meridional da Serra do Araripe, terá sido um dos fatores preponderantes, de modo que somente por ocasião das grandes estiagens atrairia maiores investidores. Desses, consta como pioneiro o padre João Bandeira de Melo, tendo acostado no futuro reduto no ano de 1792, premido pela seca e a ter como procedência o Pajeú das Flores em Pernambuco. Esse padre-fazendeiro, que parecia não acreditar nos prodígios do crucifixo, além de conduzir na cintura uma espada, fazia-se acompanhar de prestimosos escravos. Sua elevação à categoria de Vila ocorreu segundo Alvará Régio, de 30 de agosto de 1814, com sede na povoação de Barra de Jardim, com o nome de Santo Antônio do Jardim, tendo sido instalada a 3 de janeiro de 1816. As solenidades de ereção foram presididas pelo Ouvidor João Antônio de Carvalho, magistrado republicano e propagador indormido do sistema. Consta como seu primeiro Capitão-Mor (Prefeito) o fazendeiro José Alexandre Arnaud, tendo deixado de assumir o cargo em virtude do seu falecimento. Houve então como sucessor, Pedro Tavares Muniz. Sua elevação à categoria de Município ocorreu segundo Lei Provincial nº 1.829, de 13 de Setembro de 1879, inexistindo documentos que possam oferecer melhores esclarecimentos.
As primeiras manifestações de apoio eclesial têm como precedente o nicho erigido pelo padre fazendeiro João Bandeira de Melo (1792), tendo como patrono o Senhor Bom Jesus. Com a deserção do padre Bandeira de Melo, reforçaram-se os halos de religiosidade do nicho, havendo como fator de instigação psicoemocional a presença do frei Vidal frascarolo da Penha (Capuchino da Penha), mandando erigir o seu tradicional Cruzeiro (29/06/1799).

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