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Nos esquecidos tempos de pré-colonização, esse território era ocupado por índios vinculados à Nação dos Kiriris, realdeados e catequizados pelo frade Luiz Vincenzio Mamiami, ainda nos apagares do Século XVII. Chamou-se primitivamente Macapá, então vinculado ao Município de Jardim. Suas recentes origens datam do Século XIX, quando ainda fazia parte integrante das sobras de terras pertencentes à Família Lobato, cedidas ao Sargento-Mor das Ordenanças da Vila do Crato, José Alexandre Corrêa Arnaud.
Sua formação histórica, na qualidade de arraial, tem como precedente a sua localização em ponto estratégico, obrigatoriamente, a quantos procediam da antiga Fazenda Vila Bela (Serra Talhada) e da povoação de Cabrobó, ambas situadas na Província de Pernambucano. Nesse cruzamento de itinerantes viageiros constavam Antônio Moura, o filho Antônio da Cunha Moura e o primo Anastácio Moura, todos originários da Lagoa do Apody no Rio Grande do Norte. Em suas dispersões colonialistas, Antônio Moura situou-se no lugar denominado Beleza, enquanto que os dois últimos estabeleceram-se às margens do Rio Jardim e Poço da Barra, respectivamente, cabendo ao último a instalação do primeiro curtume de que se tem notícia. Desse conjunto de sesmeiros nasceria o tronco familiar dos Cunha Moura, posteriormente acrescido, apodologicamente, de Emílio da Cunha.
Evolução Política: Macapá, reduto em sua formação gregária, sofreu constantes assédios dos profissionais do cangaço, notadamente com relação aos cobras do caudilho Antônio Quelé, constando dessa matula o assassinato do comerciante Luiz Bezerra, não havendo maior chacinamento graças à intervenção de Belim Fernandes, cunhado do falecido, que os expulsou pela força das armas. Desse episódio resultaria a interferência miliciana, reforçada por voluntários civis, cercando a Fazenda Santo André, morrendo em combate o legalista Moisés Alencar, comandantes das forças repressoras.
Igreja : Suas primeiras manifestações de apoio eclesial datam da primeira metade do Século XIX, com a edificação da primitiva capela, tendo como padroeira Nossa Senhora Santana (1835). Os trabalhos de reconstrução e melhoramento têm como responsável o padre Vicente Sóter de Alencar, vigário de jardim (1893). O centenário dessa capela, presidido pelo padre Manuel de Alcântara, festejou-se em 1935, reunindo fiéis vinculados a diversas Freguesias.