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ORÓS/CE
Suas origens estão vinculadas ao chamado Boqueirão do Orós, local tecnicamente estudado e aprovado como propício à construção de monumental reservatório hídrico (Século XIX). Não obstante esses referenciais, tem-se como pioneirismo o estabelecimento de fazendas, ainda no começo do mesmo Século, pelos Monte e Silva, em conflito territorial com a família Feitosa.
Independente dessas origens, constam evidentemente como povoadores do conflitante território famílias representadas por Patrícios, Matineiros e Nunes da Costa, egressos do sítio saco da Onça, nas águas do Rio Estreito e local onde seria construído o açude Lima Campos.
Esse novo gregamento, exatamente onde seria fundada a povoação de Orós, teve como referencial de posse das quais fora proprietária a senhorinha Dias Bastos e repassadas em operação de compra e venda aos recém-primeiros ensaios de povoamento, fundamentado em casas de moradia, cultivos agrícolas, casa-de-farinha e produção de cal.
No limiar dos anos 20, tendo como Presidente da República o nordestino Epitácio Pessoa, saiu do casulo o projeto de construção do pré-falado reservatório. Houve como empreteira a firma norte-americana Dwight P. Robson. Atraídos pela breve realização de obras tão importantes, grande número de pretensos operários acercou-se do local, na perspectiva de emprego, fato que concorreu sobremodo para formação do rápido povoamento.
Em nome do empreendimento, que afinal de contas abortaria, construiu-se por conta da empresa o respectivo canteiro de obras, deste constando dezesseis casas de apoio administrativo, o edifício conhecido por Casa dos Hóspedes, um Hospital e casa Geradora de energia elétrica, além do ramal ferroviário via Iguatu, começando dessa fase o aqueduto que ligaria o Jaguaribe ao rio denominado Estreito, perenizando este em favor do sistema irrigatório. Tudo isso, finalmente, concorreu em prol da formação gregária, tendo-se por acréscimo as empresas F. Holanda e João Brasil Montenegro, respondendo este pela primeira indústria de beneficiamento de algodão em termos regionais.
Evolução Política: Distrito, com vinculação ao Município de Icó, conforme Dec-Lei nº 1.156, de 4 de dezembro de 1933, e Município na forma da Lei nº 3.338, de 15 de setembro de 1956, ocorrendo sua instalação a 1º de setembro de 1957.
Igreja: A primitiva capela, dedicada à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, data de 1928, tendo como colaboradores o Dr. Egberto Carneiro da Cunha e José Fares Lopes. A missa inaugural teve como celebrante o padre Raimundo Rolim. Demolida a primitiva capela, em virtude de má localização, ergueu-se em outro local, contando para tanto com a efetiva colaboração popular (1965). Freguesia e Paróquia estão vinculadas ao Bispado de Iguatu.
Significado do Nome
Orós é o nome de um pequeno arbusto que serve de alimento para o gado.